Lei proíbe cirurgias estéticas em cães e gatos

Na última quarta-feira (16/04) foi sancionado, pelo governador Luiz Fernando Pezão, um projeto de lei que decreta o fim das cirurgias estéticas em cães e gatos no estado. De autoria da deputada Graça Pereira (PRTB), a lei proíbe intervenções que modificam orelhas e caudas, além da retirada das unhas dos gatos. 

Os procedimentos chamados de caudectomia, quando é removido de um pedaço da cauda; egortectomia, a retirada das unhas dos gatos; conchectomia, remoção de parte das orelhas dos cães e onicoplastia, cirurgia no canto da unha; não poderão mais ser feitos. A lei determina que clínicas, consultórios e hospitais veterinários, devam afixar, obrigatoriamente, o cartaz com a frase: “É terminantemente proibida a prática, pelos médicos veterinários, da cirurgia de cordoblastia, cordotomia ou cordectomia, caudectomia, ergotectomia, conchectomia e onicoplastia”. 

De acordo com o projeto de lei, estes procedimentos só serão permitidos, se for para salvar a vida do animal. 

Segundo o médico veterinário Bruno Ribeiro, já existia uma orientação do Conselho Regional de Medicina Veterinária, para que os profissionais não realizassem estes tipos de intervenções. “São cirurgias que não trazem malefícios para os animais, mas são consideradas como mutilações. Por isso, só podem ser realizadas quando é feita alguma indicação médica”, declarou. 

Em algumas raças de cães, como a Pinscher, era comum que os donos cortassem as caudas, por acharem que era um padrão. “Isso hoje em dia não existe mais. É uma questão de bom senso”, destacou Bruno, acrescentando que mais importante que a lei é a conscientização dos donos dos animais.

O médico veterinário explicou ainda, que foi proibida a retirada total das unhas dos gatos, de forma que ela não cresça mais, porém isso não quer dizer que é proibido cortar, no sentido de aparar, as unhas dos animais. 

UK betting sites, view full information www.gbetting.co.uk bookamkers