Abrigo não é spa

“Abrigo não é SPA, e está longe de ser o local ideal para um animal viver!”

 

A Abaa gostaria que os abrigos de animais não fossem necessários; que todos os cães e gatos abandonados conseguissem de imediato um lar; que as cadelas errantes grávidas não parissem no meio das ruas; que um gatinho atropelado fosse socorrido e levado para uma clínica, e não para um abrigo… mas essa não é a realidade, infelizmente. Por isso, Rosimery Matos, presidente da ONG, há anos administradora voluntária dos abrigos da Abaa , tenta fazer com que nesses abrigos, apesar de toda a carência do local, os animais possam ser verdadeiramente protegidos e tratados com o carinho e o respeito que todos os marcados pelo abandono deveriam receber.

Atualmente o abrigo sobrevive somente pelas contribuições que a ONG recebe e estas destinam-se, prioritariamente, a suprir as necessidades dos mais de 100 animais lá acolhidos. Não existem recursos para tratamentos veterinários,  faxineiro,  ração e medicamentos, isto só é possível com as doações dos colaboradores. Com anos de trabalho árduo, Rosimery consegue transformar um abrigo “miserável” num abrigo “apenas carente”.

O espaço foi cedido por um empresário de Barra do Piraí, fica localizado no bairro Coimbra, tem nos atendido na estrutura física de canis, porém não possuímos gatis. Ainda falta conforto para os animais, as emergências veterinárias são rotineiras e muitas vezes o cenário mais parece uma enfermaria de campo de guerra. Os animais lá abandonados por seus “donos” geralmente chegam muito debilitados; alguns, atropelados com fraturas e feridas; outros, cegos, com bicheiras, sarna, cinomose, entre outros problemas. E, para mantê-los vivos, é preciso fornecer um local protegido para dormir, boa alimentação e cuidados veterinários constantes. É uma luta diária por recursos e ajuda de todos os tipos. E esse é o cenário em praticamente todos os abrigos do país! Pobreza e superlotação. O abrigo da Abaa, como tantos outros, não recebe ajuda financeira de instituições privadas ou governamentais e, além da própria Ong, apenas um pequeno grupo de pessoas, preocupadas com a qualidade de vida e com o bem-estar dos animais, ajuda a manter o local. Infelizmente as necessidades continuam superando as doações, e o abrigo não possui condições financeiras para efetuar as melhorias estruturais para atender as dezenas de pedidos de acolhida (por abandono), e nem para receber os animais que são largados na sua porta semanalmente. Sabemos que há um longo caminho a percorrer até que os mais de 100 animais desse abrigo encontrem novos lares. Temos consciência de que parte deles jamais terá uma casa que os acolha com carinho, por serem velhos, deficientes, doentes, feios ou apenas muito comuns. Mas, dentro de suas possibilidades, Rosimery e os voluntários da Ong continuarão a fazer com a mesma dedicação o trabalho de tratamento, castração e doação desses animais carentes.

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